A rota do dia
HÈLDER RODRIGUES (MOTOS) E CARLOS SOUSA (AUTOS) A SUBIR
O dia seguinte à terrÃvel etapa-maratona, que ligou Atar a Tichit, acabou por revelar-se favorável aos dois portugueses melhor classificados nesta edição do ‘Euromilhões Lisboa-Dakar’.
Na 9ª tirada, ontem cumprida entre Tichit e Nema, com uma ‘especial’ de 494 km, tanto Hélder Rodrigues (motos), como Carlos Sousa (autos) subiram duas posições, colocando-se ambos no 7º lugar da classificação geral.
Para o ‘motard’ de Almargem do Bispo, que manteve – e reforçou – a liderança da classe 450, ao mesmo tempo que continuou como o melhor piloto Yamaha em prova, a vantagem de 40 minutos para o francês Marchini, o desempenho manteve-se credor de excelente nota, face à s dificuldades encontradas nesta fase da prova. "EStou quase a alcançar o grande objectivo para este ’Dakar’, que é terminar nos cinco primeiros", referiu Hélder Rodrigues.
Por seu turno, Nuno Mateus, que assinou o 38º tempo na ‘especial’ cumprida nas pistas da Mauritânia, manteve o 33º lugar da ‘geral’, após os problemas sentidos na véspera com os fusÃveis. Solucionado o problema, o piloto da equipa algarvia ‘SPEDakar’ cumpriu, ontem, uma etapa calma, pois “ainda tenho a mão bastante inchada. Por isso, vim com todo o cuidado, desviando-me dos obstáculos e evitando ‘atascanços’â€, referiu Nuno Mateus.
Quanto a Paulo Gonçalves – 55º na etapa – desceu três lugares, mas a hora era de rodar com calma, depois da problemática etapa para Tichit. “Parti a guiada correia e por isso cumpri a ‘especial’ em ritmo de ligação, pois se a corrente saltasse poderia danificar muita coisaâ€, referiu o piloto de Esposende, que ocupa o 35º posto. “Agora, vou tentar brilhar em cada etapaâ€, acrescentou o piloto da Honda.
Com o 85º lugar na etapa, Carlos Ala continuou, sem grandes sobressaltos, a caminhada até ao Senegal. O ‘motard’ de Ãgueda subiu quatro posições e passou a ser 83º da classificação.
Azarado, Pedro Bianchi Prata rodou durante muito tempo, com grande sacrifÃcio, com o pneu traseiro furado e perdeu bastante tempo.
Nos automóveis, Carlos Sousa foi excepção à hecatombe sofrida pela Volkswagen, assinando o 7º tempo na ‘especial’, facto que lhe permitiu ascender ao 7º lugar. De qualquer modo, o piloto do ‘Team Lagos’ poderia ter alcançado posição mais cimeira, caso não tivesse parado, cerca de meia-hora, junto ao VW Race Touareg 2 de Carlos Sainz, parado em pleno deserto com um problema electrónico. â€Perdemos tempo a tentar ajudar o Carlos Sainz e por isso admito que podia ter ganho a etapa, pois vÃnhamos com um ritmo muito forteâ€, referiu Sousa, que terminou 30 minutos após Jean-Louis Schlesser, vencedor da etapa.
“Tentámos tudo, em especial o meu navegador, ‘Andy’ Schulz, que é mecânico, para tentar recolocar o motor do carro de Sainz a funcionar. Em vãoâ€, acrescentou o piloto português, que vira o azar bater-lhe à porta no final da pretérita semana; caso contrário, poderia estar na liderança…Apesar do azar, “sinto-me bastante motivadoâ€, sublinhou Carlos Sousa.
Em relação aos restantes portugueses em prova, as dificuldades continuaram ao longo do dia de hoje, para Miguel Barbosa e Miguel Ramalho (Proto Dessoude) esquecerem, pois terminaram no 74º lugar, o que se traduziu na descida da 25ª para a 33ª posição. "À entrada de uma zona de areia, tivemos de mudar a transmissão, operação que demorou cerca de três horas", explicou Miguel Barbosa, dando conta que "já nem carro de assistência temos".
Por seu turno, a dupla Francisco Inocêncio/Paulo Fiúza (Mitsubishi Pajero) assinou o 54º lugar na etapa, e passou a ocupar o 50º posto na ‘geral’. O ’segredo’ foi rodar junto ao carro do irmão Nuno, que faz equipa com Jaime Santos, e rubricou o 58º tempo, ascendendo ao 80º posto. "Fizemos a etapa juntos, pois o Pajero do Nuno tinha um problema de bateria, que descarregava", deu conta o mais velho dos irmãos Inocêncio.
O famalicense Paulo Marques, com Rui Benedi no papel de navegador, depois de incrÃvel sucessão de três furos na etapa anterior, que obrigou a dupla a ficar à espera do camião de assistência, levou o Toyota Land Cruiser ao 59º lugar na etapa, o que se traduziu na ascensão ao 79º posto da ’geral’.
Muito regular, a dupla Nuno Ferreira/Nascimento Costa (Bowler) terminou a tirada no 63º lugar e subiu, na ‘geral’, à 60ª posição, enquanto a dupla de empresários, formada por Mário Ferreira e José Carlos Sousa (Toyota) chegou na 91ª posição. Depois dos problemas da etapa anterior, em que a chegada ao acampamento ocorreu à s 4 horas da madrugada, com problemas na coluna de direcção do Land Cruiser, vendo-se obrigados a substituir um ’cardan’, Mário Ferreita teve merecida prenda em dia de aniversário, ao subir 18 lugares e passando a ocupar o 93º lugar da ’geral’.
Com problemas e muito atrasados, rodavam, a solo, Ricardo Leal dos Santos (Mitsubishi) e a dupla Bernardo Villar/Pedro Gameiro (Nissan Patrol).
Nos camiões, Elisabte Jacinto, acompanhada por Ãlvaro Velhinho e Rui Porêlo, rubricou o 22º lugar e colocou o MAN na 21ª posição da ‘geral’, após uma etapa em que "andou-se a baixa velocidade, mas sempre a manobrar, o que é bastante exigente em termos fÃsicos", confessou a lÃder, no feminino, entre os camiões.