início da página(Alt+h) ir à navegação(Alt+n) ir ao conteúdo(Alt+c)

etapa 9 - segunda-feira 15 de Janeiro de 2007 | Tichit - Néma

  • Especial 494 km
  • Ligação  3 km
  • Total  497 km

Entrevistas

Marc Coma (ESP - KTM Repsol – Vencedor) (moto) - 1

A etapa era ainda muito longa hoje. 500 quilómetros de especial, técnica e exigente fisicamente no início. Acelerei, muito embora os recentes ventos de areia tivessem alterado ligeiramente as passagens. Foi sempre precisa muita atenção. Fiz toda a etapa sozinho à frente. Com esta chegada a Nema, realizámos duas etapas muito importantes. Amanhã estamos ainda na Mauritânia e depois vem a Ãfrica negra, onde a navegação será primordial. Não quero pensar nem admitir que a corrida está ganha. Já vi tantas reviravoltas nesta corrida para pensar assim. O essencial é concentrar-se e eu concentro-me e preparo cada etapa como se fosse uma estreia. Não há outra maneira de correr.


Janis Vinters (LET – KTM – Vencedor) (moto)

Copyright A.S.O. / Amaury Sport Organisation

Foi uma etapa muito rápida durante a qual pude ilustrar-me em percursos arenosos. É realmente o terreno que eu prefiro. Fiz a especial sozinho durante quase todo o percurso. Apanhei rapidamente Casteu e Azevedo antes de os ultrapassar. Depois fiquei atrás de Blais nos últimos 15 últimos quilómetros. É a minha primeira vitória de uma especial e estou encantado. Estou surpreendido com o avanço. Se alguém me tivesse informado, teria sem dúvida reduzido a velocidade para assegurar a vitória. Não vamos festejar esta noite, mas em Dakar faremos uma festa.


Cyril Despres (FRA – KTM – 2.º) (moto)

Copyright A.S.O. / Amaury Sport Organisation

Ontem, na tarde sem assistência, perdi as minhas bases de mecânico. Esta manhã à partida da especial havia um falso contacto no Roadbook. Tive que o consultar todo o dia manualmente. Era como se estivesse a enrolar “barbe à papa†durante 7 horas na festa da aldeia. Nesses moldes, foi necessário triplicar o cuidado na pista. Para além do cansaço físico tive ainda que ficar concentrado. No que respeita aos contratempos da caixa de velocidade nas KTM, pode ser que a sorte mude. Se não acontecer nada ao Coma, será a altura dele jogar na lotaria. Estou convencido que alguns vão sofrer do stress. Penso sempre em ganhar, nunca lutei para ficar em segundo lugar. Talvez que a sorte esteja agora comigo. Até à praia em Dacar, poderá acontecer muita coisa. As etapas “maratona†são excelentes para o Dakar. Por enquanto sou eu quem paga as favas, mas é talvez de bom augúrio. Aliás isso dá um pouco de sabor à luta.


Jean De Azevedo (BRE - KTM Petrobras – 5.º) (moto)

Estou satisfeito com esta boa classificação na etapa. Foi menos difícil do que ontem que era a mais difícil do rali. Hoje havia muita areia, muitas pedras e muita navegação. Foi um consolo, mas já não espero grande coisa, em termos de resultados, neste Dakar. Há 4 dias, parti a moto e fiquei 8 horas no deserto. O meu objectivo inicial de ficar no Top 5 foi-se por água abaixo. A única coisa que espero é chegar a Dakar.


Thierry Béthys (FRA – Honda – 13.º (moto)

Passei quase todo o dia a procurar seguir Giovani Sala. Um bom ritmo. Mas ele caiu e talvez tenha fracturado a ombro. Fiquei ali com ele cerca de um quarto de hora. Espero que me concedam esse tempo. Tem-me sempre corrido e termino sempre em 9.º ou 10.º lugar. Isso ajuda-me a subir na classificação e posso pensar novamente no Top 10, que é o meu objectivo inicial. Quanto à luta na categoria 450 cm3, estou em terceiro lugar atrás de Marchini, e até posso ultrapassá-lo, mas Rodrigues, esse está demasiado muito longe para eu poder ultrapassá-lo, excepto se ele tiver qualquer dificuldade mecânica ou outra. Sou um dos actores desta luta, mas tenho mesmo assim muito cuidado. Só ataco quando sigo alguém que é mesmo muito bom, porque sei que ele garante melhor navegação do que eu.


Stéphane Peterhansel (FRA – Mitsubishi – 2.º) (automóvel) (número 302) - 302

Ficamos um pouco atónitos ao ver o automóvel de Villiers arder. É importante para a classificação geral, mas ele não merecia isso. Foi o seu melhor Dakar até agora. Alguns quilómetros depois tivemos também a nossa desventura: queimámos a embraiagem. Perdemos 15 minutos nas reparações. Neste Dakar, a classificação varia constantemente. É sempre bom passar à frente pela primeira vez neste rali. Mas também é necessário terminar as quatro etapas seguintes. A pressão mudou de campo. Antes estava sobre a Volkswagen, agora está sobre nós. Mas eu já provei que aguentava bem o stress.


Jean-Louis Schlesser (FRA – Schlesser-Ford – Vencedor da especial) (automóvel)

Copyright A.S.O. / Amaury Sport Organisation

Estamos a dois minutos de Nasser Al Attiyah! Amanhã vamos ultrapassá-lo. Estou contente porque era uma etapa difícil, sobretudo na parte coberta de areia, que não é nenhuma vantagem para nós. Há três dias eu dizia que os Volkswagen eram intocáveis. Continuo a dizer que, sem este tipo de problemas, eles não podiam perder. Quanto a mim, vou fazer o impossível para subir ao pódio. Preocupam-me as duas ou três etapas difíceis que nos esperam, num terreno onde o meu rival directo, Nasser Al Attiyah, deverá rolar melhor do que eu com o seu 4x4.


Luc Alphand (FRA – Mitsubishi – 2.º) (automóvel)

Já vimos no ano passado que tudo pode mudar de um momento para o outro enquanto não se passar a linha de chegada. Este ano é a mesma coisa. Hoje as moscas mudam de burro, mas são sempre as mesmas moscas. Mudam sim, mas estão presentes. Penso que não devemos rir-nos da infelicidade dos outros, sobretudo porque Giniel tem feito um excelente trabalho. Claro, que os problemas dele convêm-nos um pouco, mas não me regozijo nada com o que lhe aconteceu. A análise que eu faço é que nós trabalhámos bem com Mitsubishi para dar maior fiabilidade ao automóvel, e talvez seja interessante ver que os problemas dos outros surgiram no dia seguinte a uma etapa sem assistência. Para o resto da corrida, não podemos esquecer que o objectivo primordial é fazer ganhar um Mitsubishi. A diferença entre Stéphane e eu próprio é mínima e penso que não haverá instruções sobre a nossa maneira de correr. É necessário, por conseguinte, que façamos uma corrida inteligente e responsável. Mas é um assunto delicado.


Giniel de Villiers (AFS – Volkswagen – durante a especial ) (automóvel)

Infelizmente parece que é um problema insolúvel. Não podemos continuar. O motor incendiou-se. Parece ser impossível repará-lo e temos que esperar o camião. Não podemos fazer nada. (O Sul-Africano teve que esperar o camião de assistência rápida para o puxar até Nema). É triste, mas isto é o Dakar. Estes incidentes acontecem. É triste para a Volkswagen porque realmente conseguimos um bom rali até aqui e toda a equipa se esforçou para conseguir um bom nível de desempenho. Tentaremos novamente, prometo.


Carlos Sainz (ESP – Volkswagen – contactado durante a especial) (automóvel)

Estava tudo a correr da melhor maneira. Conseguimos apanhar Alphand, que tinha partido sozinho, quando, de repente, o motor parou após uma travagem.


Wulfert Van Ginkel (HOL - Ginaf - Vencedor) (camião)

É a minha primeira vitória de etapa na Dakar com o camião que nós próprios construímos. É um grande dia para nós. A Ginaf é a nossa empresa: GIN, as três primeiras letras do nosso apelido, e AF de Autombile Factory. Construímos camiões off road e vendemo-los no mundo inteiro. Esta vitória é uma excelente vitrina para a nossa marca. O camião vencedor de hoje representa a nova geração. Durante a etapa, propriamente dita, acompanhámos Stacey e Mardeev. Mas nós tínhamos partido em 8.º lugar esta manhã. É o meu 5.º Dakar. Acho que se corre muito depressa e há um elevado de pilotagem.


Ales Loprais (RTC - Tatra – 3.º) (camião)

Foi uma etapa duríssima, como o é todo este Dakar. É o meu primeiro Dakar como piloto e só tenho 27 anos. Temos um camião standard, com alterações no motor e nas suspensões, mas é tudo. E temos apenas um veículo de assistência. Não há ninguém atrás de nós durante a etapa. Isto explica o nosso contentamento por obtermos um terceiro lugar numa das etapas mais difíceis desta edição. Além disso, só somos dois na cabina. Espero que nos corra cada vez melhor daqui até Dacar.


Philippe Jacquot (FRA - Man – 4.º) (camião)

Ontem tivemos que mudar de jante. Como não tínhamos jante de reserva, tivemos que conduzir com muito cuidado. Hoje ainda apostei na segurança, mas mesmo assim num ritmo elevado, sem querer dar nas vistas. A 140 quilómetros da chegada, ultrapassámos o Kamaz de Mardeev, depois fizemos uma pesquisa de WPM e eles voltaram a ultrapassar-nos. A partir desse momento servimo-nos deles como um guia que nos abre o caminho, e isto até à chegada. Estou contente com o comportamento do camião e com as boas classificações que temos obtido até agora nas etapas.